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Jornalista e candidata a governadora é assassinada durante ato de campanha no Peru; violência política volta a assustar o mundo



Susy Aponte Polo, conhecida como “La China Polo”, foi morta a tiros em Caraz durante uma atividade eleitoral. Cinco pessoas ficaram feridas; autoridades investigam a motivação e possíveis responsáveis pelo crime.

A violência voltou a interromper um momento que deveria representar participação popular, liberdade de expressão e democracia. No sábado, 19 de setembro de 2026, a jornalista e candidata ao Governo Regional de Áncash, no Peru, Susy Isabel Aponte Polo, conhecida como “La China Polo”, foi assassinada a tiros durante um ato de campanha na cidade de Caraz, na província de Huaylas.

Susy, que tinha cerca de 40 anos e também mantinha um portal de notícias chamado “China Polo Dominical”, participava de uma atividade eleitoral acompanhada por simpatizantes e integrantes de sua campanha quando foi atacada.

Segundo as informações divulgadas pelas autoridades e pela imprensa, cinco outras pessoas ficaram feridas durante os disparos.

O crime aconteceu em plena atividade eleitoral, em um espaço público e diante de pessoas que acompanhavam a movimentação da campanha.

O que aconteceu no Peru?

De acordo com as informações divulgadas até o momento, Susy participava de uma atividade de campanha quando foi surpreendida por um homem armado. O ataque ocorreu por volta do meio-dia, nas proximidades de um mercado de Caraz.

A candidata foi atingida pelos disparos e morreu. Cinco apoiadores também foram baleados e receberam atendimento médico.

A polícia informou a prisão de um suspeito e a apreensão de uma arma. As investigações continuam para esclarecer não apenas quem executou o ataque, mas principalmente qual foi a motivação do crime e se outras pessoas participaram ou determinaram a ação.

Jornalista havia denunciado ameaças

Um dos pontos que chamou a atenção no caso é o fato de Susy Aponte também atuar como jornalista e comunicadora.

Por meio de seu portal, ela divulgava denúncias sobre supostas irregularidades e casos de corrupção envolvendo órgãos públicos, incluindo denúncias relacionadas à polícia.

Dias antes de ser assassinada, a jornalista havia relatado publicamente que vinha recebendo ameaças.

Também existem relatos de que, em 10 de setembro, Susy teria acusado publicamente um chefe da investigação criminal da polícia peruana de ter ordenado sua execução.

Essa acusação, porém, foi feita pela própria vítima antes de sua morte e não pode ser apresentada como fato comprovado. Cabe à investigação determinar se houve alguma relação entre as ameaças, as denúncias feitas pela jornalista e o assassinato.

Por que uma candidata foi assassinada durante uma campanha?

Essa é uma das principais perguntas que permanecem sem resposta definitiva.

As autoridades precisam esclarecer quem planejou o ataque, quem efetuou os disparos, qual foi a motivação e se o assassinato teve relação com a atuação jornalística, política ou com as denúncias feitas por Susy Aponte.

O Conselho da Imprensa Peruana pediu uma investigação completa para esclarecer as circunstâncias da morte. O Júri Nacional de Eleições do Peru também condenou o assassinato e cobrou das autoridades uma apuração dos fatos.

Enquanto a investigação não apresentar suas conclusões, qualquer afirmação definitiva sobre a motivação do crime seria precipitada.

Violência política não é problema apenas do Peru

A morte de Susy Aponte provoca uma reflexão que ultrapassa as fronteiras peruanas.

Até onde a sociedade vai chegar quando pessoas envolvidas com jornalismo, política e participação pública passam a conviver com ameaças e violência?

O problema da violência contra jornalistas, candidatos, agentes públicos e cidadãos envolvidos no debate político não pertence exclusivamente a um país.

Diferentes partes do mundo registram episódios de criminalidade, ameaças, intimidação e violência relacionados à atuação política ou jornalística. As causas, entretanto, variam de acordo com cada situação e precisam ser investigadas individualmente.

No Peru, dados divulgados pela imprensa apontam que jornalistas também foram vítimas de assassinatos nos últimos anos, aumentando a preocupação com a segurança dos profissionais de comunicação.

O caso de Susy Aponte, portanto, reacende o debate sobre liberdade de imprensa, segurança de jornalistas, violência política e proteção de pessoas ameaçadas.

Quando a democracia vira alvo da violência

Uma campanha eleitoral deveria ser espaço para apresentação de propostas, discussão de problemas e escolha livre dos eleitores.

Quando uma arma interrompe esse processo, o impacto ultrapassa a vítima.

O medo alcança familiares, colegas de profissão, candidatos, jornalistas, eleitores e todos aqueles que estavam presentes no local.

O caso de Susy Aponte deixa uma pergunta difícil para a sociedade contemporânea:

Como garantir que o direito de falar, denunciar, disputar uma eleição e participar da vida pública não se transforme em um risco para quem exerce esses direitos?

A resposta depende de investigação, responsabilização dos autores quando comprovados e proteção adequada às pessoas que estejam sob ameaça.

Também depende de uma sociedade que não aceite a violência como parte normal do processo político.

Um alerta que atravessa fronteiras

O Peru vive um episódio grave, mas a reflexão é mundial.

Não é apenas Brasil. Não é apenas Peru. A violência pode atingir pessoas envolvidas na vida pública em diferentes países e de diferentes maneiras.

O século XXI trouxe avanços tecnológicos, comunicação instantânea e novas formas de participação social. Mesmo assim, crimes violentos continuam acontecendo em espaços onde deveria prevalecer o diálogo.

O assassinato de Susy Aponte durante uma atividade de campanha transforma uma cena de aproximação com eleitores em uma investigação criminal e deixa familiares, colegas de profissão e apoiadores diante de uma pergunta que ainda precisa ser respondida:

Quem matou Susy Aponte e por quê?

Até que as autoridades apresentem as conclusões da investigação, essa pergunta permanece em aberto.

Solidariedade à imprensa e aos jornalistas

A A Capital da Notícia manifesta solidariedade à colega de imprensa Susy Aponte Polo, vítima de um crime que interrompeu sua vida justamente enquanto participava de uma atividade relacionada à campanha eleitoral.

O episódio também serve como alerta para a necessidade de proteção aos profissionais da comunicação que exercem sua atividade em ambientes de tensão, fazem denúncias, investigam fatos e levam informação à população.

No Brasil, especialmente durante períodos eleitorais, também são registrados episódios de conflitos, ameaças e agressões envolvendo profissionais da imprensa e pessoas ligadas à disputa política. Cada caso possui suas próprias circunstâncias e deve ser apurado pelas autoridades competentes, mas os acontecimentos reforçam a importância de preservar a liberdade de imprensa, o direito à informação e a segurança dos jornalistas.

Nenhuma divergência política deveria transformar o trabalho jornalístico em motivo para ameaça ou violência.

A democracia depende do debate, da informação e da participação popular. Quando a violência entra nesse espaço, toda a sociedade perde.

A Capital da Notícia acompanha as informações oficiais sobre a investigação e presta solidariedade aos familiares, amigos e colegas de imprensa de Susy Aponte Polo.

Isaque Fernandes – A CAPITAL DA NOTÍCIA


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