Morador da Zona Leste denuncia abandono da saúde pública e questiona destino de recursos anunciados pelo governo estadual
Um líder comunitário do bairro Universitário, na Zona Leste de Porto Velho, se manifestou publicamente cobrando melhorias urgentes na saúde pública e explicações sobre a não construção do chamado “Novo Euro”, hospital prometido como solução para a crise no atendimento da capital rondoniense.
Presidente da associação de moradores da região, o representante destacou que acompanha há anos a situação crítica da saúde e afirma que a população se sente enganada. Segundo ele, o lançamento da obra contou com grande mobilização, presença de autoridades, imprensa e comunidade, em um evento marcado pela colocação da pedra fundamental — mas que, na prática, não teve continuidade.
De acordo com o líder comunitário, o governador Marcos Rocha chegou a afirmar, durante o evento, que ao menos uma ala do hospital seria entregue antes do fim de seu mandato. No entanto, mesmo após a reeleição e a extensão do período de governo, nenhuma etapa da obra foi concluída.
A promessa do “Novo Euro” era a construção de um hospital moderno e de referência para o estado de Rondônia, que ajudaria a desafogar o atendimento no Hospital João Paulo II, unidade que enfrenta há anos superlotação e dificuldades estruturais.
“Criaram uma expectativa enorme na população. Fizeram um evento como se fosse a inauguração de algo grandioso, mas tudo não passou de um ato político. Até hoje, ninguém sabe explicar o que aconteceu com o projeto”, afirmou o líder comunitário.
Ele também destacou que, além dos benefícios diretos na saúde, a construção do hospital traria impacto positivo para toda a região, incluindo valorização imobiliária, crescimento do comércio e melhoria na qualidade de vida dos moradores da Zona Leste.
A falta de informações claras sobre o andamento do projeto e o destino dos recursos anunciados gera revolta e incerteza. “A população quer respostas. Quer saber se houve investimento, para onde foi o dinheiro e quando — ou se — essa obra vai sair do papel”, reforçou.
O representante da comunidade ainda cobrou uma posição oficial do governo estadual e a realização de uma coletiva de imprensa para esclarecer os fatos. Enquanto isso, moradores seguem convivendo com a precariedade no atendimento de saúde e mantendo a esperança de dias melhores.
Reportagem de Isaque Fernandes para o site A Capital da Notícia.


0 Comentários