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Reunião na Emater expõe revolta de produtores e escancara crise no campo em Rondônia


 

Agricultores, indígenas e lideranças rurais denunciam abandono, falta de apoio e desigualdade no acesso a políticas públicas

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Uma reunião realizada nesta semana no prédio da Emater, em Porto Velho, reuniu representantes de associações rurais, produtores, lideranças indígenas e autoridades. O que era para ser um espaço de diálogo acabou se transformando em um cenário de fortes críticas, desabafos e cobranças diretas ao poder público.

Produtores rurais que vivem da agricultura familiar não esconderam a indignação diante da falta de apoio, planejamento e políticas públicas eficazes. Muitos relataram dificuldades diárias para manter a produção, mesmo sendo responsáveis pelo abastecimento de alimentos básicos que chegam à mesa da população.

Durante o encontro, estiveram presentes representantes do governo federal, do governo estadual e diversas entidades ligadas ao setor produtivo. Ainda assim, para quem vive no campo, a presença institucional não foi suficiente para amenizar o sentimento de abandono.

“Estamos cansados de promessa. O produtor está sozinho, sem estrada, sem incentivo, sem apoio técnico de verdade”, desabafou um dos participantes, traduzindo o sentimento coletivo dos trabalhadores rurais.

A presidente da Associação APIHCU, Gabriela, fez um dos discursos mais contundentes da reunião. Ela citou a realidade dos chacareiros da Zona Leste de Porto Velho, especialmente no bairro Jardim Santana, e criticou a forma como as políticas públicas vêm sendo conduzidas.

Segundo ela, há uma concentração de benefícios em entidades específicas,que supostamente criadas pra dar apoio as outras entidades coisa que não prática não acontece ,enquanto a maioria dos produtores fica desassistida. “Infelizmente, quando se fala em apoio ao produtor rural, só quem sai ganhando são as entidades escolhidas. Muitas ganharam destaque junto ao poder público, mas não estão cumprindo o papel de levar benefícios reais ao homem do campo”, não passa de grupos de pessoas que usa o nome da entidade em benefício próprio afirmou.

A crítica aponta diretamente para a falta de equidade na distribuição de recursos e assistência, o que, segundo os produtores, agrava ainda mais a desigualdade dentro do próprio setor rural.

Outro momento de forte impacto foi o desabafo de uma liderança indígena que representa o povo Karitiana. Ele denunciou a ausência de infraestrutura e apoio por parte dos órgãos públicos.

De acordo com o relato, os indígenas também atuam na agricultura familiar, mas enfrentam abandono semelhante — ou até mais grave. “Falta estrada, falta apoio, falta presença dos órgãos que deveriam garantir condições mínimas para a produção. Nada chega até nós”, destacou.

A situação exposta durante a reunião evidencia que o problema vai além da produção rural. A falta de parceria entre o poder público e os produtores começa a gerar reflexos diretos na economia local, afetando inclusive o comércio, que depende da produção do campo para se manter ativo.

A reunião escancarou uma realidade preocupante: enquanto discursos são feitos dentro das instituições, no campo a dificuldade só aumenta. Falta estrutura, faltam investimentos e sobra frustração.

O encontro terminou sem anúncios concretos, deixando no ar a sensação de mais uma oportunidade perdida. Para os produtores, o sentimento é claro: foram ouvidos, mas seguem sem respostas.

Agora, a expectativa é que as denúncias e cobranças feitas não sejam ignoradas e que medidas reais saiam do papel. Caso contrário, o risco é de um colapso ainda maior no setor que sustenta milhares de famílias e movimenta a economia de Rondônia.

Reportagem: Isaque Fernandes
Site: A Capital da Notícia




















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