Investigação apura fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, associação criminosa e lavagem de dinheiro; Justiça também determinou bloqueio de R$ 9 milhões em bens
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira, a Operação Reduto, com o objetivo de desarticular um suposto esquema de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, associação criminosa e lavagem de capitais envolvendo servidores da Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia (ALE-RO).
Durante entrevista à imprensa, o delegado responsável pela operação detalhou as medidas cumpridas pela Polícia Federal e explicou que a investigação é resultado de um trabalho de apuração que identificou indícios de irregularidades na administração pública.
Segundo o delegado, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, sendo 17 em Rondônia e dois no estado do Amazonas. A operação também resultou no cumprimento de duas prisões preventivas, ambas na cidade de Porto Velho.
Além das prisões, por determinação do Tribunal de Justiça de Rondônia, 11 servidores públicos foram afastados de suas funções enquanto as investigações prosseguem. A Justiça também autorizou o bloqueio de ativos financeiros no valor de até R$ 9 milhões, como forma de garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos.
Durante o cumprimento dos mandados, os agentes federais apreenderam diversos materiais considerados importantes para a investigação, entre eles documentos, aparelhos celulares, mídias eletrônicas e outros elementos que serão analisados pela perícia.
Um dos fatos que mais chamou a atenção durante a operação foi a apreensão de aproximadamente R$ 815 mil em dinheiro vivo na residência de um dos investigados. O valor foi recolhido e passará por análise para verificar sua origem e eventual relação com os crimes investigados.
De acordo com a Polícia Federal, a investigação busca esclarecer a atuação do grupo, identificar todos os envolvidos e reunir provas sobre possíveis contratos fraudulentos, movimentações financeiras suspeitas e o destino dos recursos públicos que teriam sido desviados.
Os investigados poderão responder pelos crimes de fraude em licitações, peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro, cujas penas, somadas, podem alcançar vários anos de prisão, caso haja condenação.
A Polícia Federal informou que as investigações continuam e que novas diligências não estão descartadas. O material apreendido será analisado para aprofundar a apuração e identificar outros possíveis envolvidos no esquema.
Isaque Fernandes
Site A Capital da Notícia


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