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Jovem psicólogo enfrenta desemprego mesmo após anos de estudo e especialização




Formação superior não garante vaga no mercado e expõe falta de oportunidades para recém-formados no Brasil


Após oito anos dedicados aos estudos e mais uma pós-graduação concluída, um jovem psicólogo vive uma realidade comum a milhares de brasileiros: a dificuldade de ingressar no mercado de trabalho, mesmo estando totalmente qualificado para exercer a profissão.


Formado há dois anos, ele relata que, desde então, busca uma oportunidade na área, sem sucesso. “Eu me formei, tenho pós-graduação, estou apto, mas não tenho experiência. E é justamente isso que o mercado exige”, explica.


A situação evidencia um dos principais entraves enfrentados por recém-formados: a exigência de experiência profissional, mesmo para quem acabou de concluir a graduação. Segundo ele, essa barreira acaba impedindo o primeiro acesso ao emprego. “A gente precisa de uma oportunidade, mas ninguém quer dar essa primeira chance”, desabafa.


Durante o período de formação, o jovem afirma que abriu mão de diversas oportunidades de trabalho para focar nos estudos, apostando em um futuro melhor após a conclusão do curso. No entanto, a expectativa não se concretizou. “Foram cerca de 10 anos pagando faculdade, investindo, acreditando que teria retorno, mas até agora continuo desempregado”, relata.


Além dos custos com a graduação, ele também precisou arcar com despesas obrigatórias para exercer a profissão, como a obtenção do registro profissional (CRP), que chegou a custar cerca de mil reais. Mesmo com toda a documentação regularizada, a inserção no mercado continua sendo um desafio.


Outro ponto destacado é a ausência de apoio institucional. Segundo o psicólogo, não há políticas efetivas por parte das faculdades, conselhos profissionais ou do poder público que auxiliem o recém-formado a conquistar sua primeira vaga. “O conselho orienta e fiscaliza, mas não ajuda a conseguir emprego. A gente precisa correr atrás sozinho”, afirma.


Ele também acredita que a criação de políticas públicas voltadas à inserção de profissionais no mercado poderia amenizar o problema. “Deveria existir um incentivo maior, algum tipo de programa que ajudasse quem acabou de se formar a entrar no mercado de trabalho”, defende.


A realidade enfrentada por esse jovem não é exclusiva da psicologia. Profissionais de diversas áreas, como direito e administração, também encontram dificuldades semelhantes, enfrentando exigências como certificações adicionais e falta de oportunidades iniciais.


O caso expõe um cenário preocupante: a formação acadêmica, que antes era vista como garantia de estabilidade e ascensão profissional, hoje nem sempre assegura espaço no mercado. Para muitos, o diploma representa apenas o início de uma nova luta — a busca por uma oportunidade.


Essa é a realidade de milhares de brasileiros que investem anos de suas vidas na educação, mas ainda enfrentam desafios para transformar conhecimento em trabalho e renda.


Reportagem: Isaque Fernandes

Site: A Capital da Notícia


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