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🛑 Moradores convivem com possível contaminação em córrego e cobram ação urgente em Porto Velho

 


Denúncia aponta suspeita de resíduos de autópsia na água, lixo urbano agrava situação e infraestrutura precária revolta população

Em Porto Velho, capital de Rondônia, uma denúncia grave levanta preocupação entre moradores de uma área urbana que convivem diariamente com um cenário alarmante: um córrego que, segundo relatos, pode estar recebendo resíduos provenientes de procedimentos realizados no Instituto Médico Legal (IML) da cidade. A suspeita de que a água esteja contaminada por chorume de cadáveres traz medo, indignação e um forte alerta de saúde pública.

A situação se agrava ainda mais com a falta de conscientização de parte da própria população. O descarte irregular de lixo nas ruas contribui para que, durante o período de chuvas, resíduos sólidos sejam levados diretamente para os cursos d’água, intensificando a poluição e colocando em risco o meio ambiente e a qualidade de vida da comunidade.

Além da questão ambiental, a infraestrutura da região também é alvo de críticas. Moradores denunciam a existência de uma ponte improvisada mantida pelo poder público, que não atende às necessidades básicas de mobilidade. A ausência de uma obra definitiva que interligue as margens do córrego dificulta o tráfego e expõe a população a riscos diários.

A precariedade da intervenção chama atenção. À primeira vista, já é possível perceber que não se trata de uma obra adequada de saneamento ou urbanização. Para muitos, esse cenário simboliza um problema maior: a ineficiência do modelo político-administrativo em atender demandas essenciais da população.

O engenheiro florestal Túlio Castro, que se apresenta como pré-candidato a representar Rondônia no Congresso Nacional, utilizou o caso para reforçar críticas à gestão pública e defender mudanças estruturais. Segundo ele, situações como essa mostram a necessidade de um novo olhar para o estado.

“Rondônia é um estado de gente trabalhadora, ordeira, que não aguenta mais ser tratada como colônia ou problema. Precisamos de soluções reais, respeito e investimentos que tragam dignidade à população”, afirmou.

A denúncia acende um alerta urgente para as autoridades competentes, que devem investigar a possível contaminação, garantir a destinação correta de resíduos biológicos e promover melhorias na infraestrutura urbana.

Enquanto isso, moradores seguem convivendo com o medo, o mau cheiro e a incerteza sobre os riscos à saúde. A esperança é que o problema deixe de ser ignorado e passe a receber a atenção que a gravidade exige.

Reportagem é de Isaque Fernandes 

para o site A capital da notícia.





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