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Medicina brasileira avança e pesquisa com medula óssea reacende esperança para paraplégicos e tetraplégicos




Estudo liderado pela cientista 

Tatiana Coelho Sampaio

 mostra resultados promissores na regeneração da medula espinhal e já tem autorização da Anvisa para testes em humanos

A medicina brasileira vive um momento histórico. Uma pesquisa desenvolvida há quase três décadas pode representar uma verdadeira revolução no tratamento de lesões na medula espinhal, devolvendo movimentos a pacientes com paraplegia e tetraplegia.

A cientista brasileira Tatiana Coelho Sampaio dedica-se desde 1997 a um estudo que agora começa a mostrar resultados considerados extraordinários pela comunidade médica. O trabalho envolve a extração de laminina da placenta, substância que deu origem ao complexo chamado polilaminina — capaz de estimular a regeneração de neurônios lesionados.

O drama das lesões na coluna

Há mais de uma década atuando na área de trauma, urgência e emergência, médicos relatam o impacto devastador das lesões na coluna vertebral, principalmente em pacientes jovens.

Quando ocorre um rompimento na medula espinhal — estrutura localizada dentro da coluna vertebral — os neurônios, que fazem parte do sistema nervoso central, têm enorme dificuldade de regeneração. É como um fio elétrico cortado: a conexão se perde e, abaixo da lesão, o corpo deixa de responder aos comandos do cérebro.

Dependendo da gravidade e do local do trauma, o paciente pode desenvolver:

  • Paraplegia: perda dos movimentos dos membros inferiores
  • Tetraplegia: comprometimento dos quatro membros (braços e pernas)

Em muitos casos, além da perda dos movimentos, há necessidade de alimentação por sonda e até respiração com auxílio de aparelhos.

Até então, as possibilidades de reversão eram praticamente inexistentes.

A nova esperança da ciência

A inovação está justamente na capacidade da polilaminina de “reconectar o fio”. Quando aplicada diretamente na área lesionada da medula, a substância estimula a regeneração das fibras nervosas, permitindo que os neurônios voltem a estabelecer comunicação.

Os resultados em animais foram considerados altamente satisfatórios. Agora, com autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os testes avançam para estudos clínicos em humanos no Brasil.

Os primeiros pacientes que receberam o tratamento experimental apresentaram melhora significativa, reacendendo a esperança para milhões de pessoas.

Um impacto global

De acordo com estimativas internacionais, mais de 15 milhões de pessoas no mundo vivem com algum grau de lesão medular. Para esses pacientes, a possibilidade de recuperar movimentos representa mais do que avanço científico — é a chance de retomar a própria autonomia.

Especialistas destacam que, se confirmados os resultados em larga escala, o tratamento poderá mudar o paradigma da medicina regenerativa no mundo.

Ciência, fé e perseverança

Após 29 anos de pesquisa contínua, enfrentando desafios e descrença, o trabalho da doutora Tatiana Coelho Sampaio começa a colher frutos. Para muitos médicos e pacientes, o que antes parecia impossível agora surge como uma luz no fim do túnel.

A medicina brasileira mostra sua força, sua capacidade científica e seu compromisso com a vida.

E o site A Capital da Notícia traz para você tudo o que há de informação no Brasil e no mundo, através das matérias e reportagens de Isaque Fernandes, destacando os avanços que transformam vidas e renovam a esperança de milhões de pessoas.








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