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Janeiro Roxo: Secretaria de Saúde alerta para risco de hanseníase em Porto Velho e reforça importância do diagnóstico precoce



Em coletiva de imprensa, secretário Jaime Gazola destaca ações de conscientização, busca ativa de casos e tratamento gratuito oferecido pelo SUS

Em coletiva de imprensa, o secretário municipal de Saúde de Porto Velho, Jaime Gazola, fez um importante alerta à população sobre a hanseníase, uma doença antiga que ainda carrega forte estigma social e segue como um grave problema de saúde pública no Brasil. Segundo ele, Rondônia e, especialmente, Porto Velho estão entre as regiões consideradas de alto risco para a doença, o que exige atenção redobrada e ações contínuas de prevenção.

De acordo com o secretário, a conscientização da população é fundamental para combater a hanseníase e evitar complicações graves. Gazola orienta que qualquer pessoa que apresente manchas brancas ou avermelhadas na pele, com perda de sensibilidade, coceira ou sensação de queimação, procure imediatamente uma Unidade Básica de Saúde (UBS).

“É essencial que a população busque atendimento para realizar o teste de sensibilidade e fazer o diagnóstico o mais cedo possível. Quanto mais precoce o tratamento, menores são os riscos de sequelas e de transmissão da doença”, explicou o secretário.

Casos de hanseníase aumentaram após a pandemia

Segundo Jaime Gazola, após o período da pandemia houve aumento no número de casos notificados de hanseníase, principalmente em distritos com maior dificuldade de acesso aos serviços de saúde, como Rio Bandeirantes e a região de Jaci-Paraná. Esse cenário reforça a importância das ações de busca ativa realizadas pelas equipes da Secretaria Municipal de Saúde.

O mês de janeiro é marcado pela campanha Janeiro Roxo, dedicada à conscientização, prevenção e combate à hanseníase. Durante esse período, a Semusa intensifica ações educativas, capacita profissionais da rede básica e orienta os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) a identificarem possíveis sinais da doença durante visitas domiciliares.

Tratamento da hanseníase é gratuito e feito exclusivamente pelo SUS

O secretário explicou que a hanseníase tem tratamento eficaz por meio da poliquimioterapia, com duração média de seis meses, podendo ser prolongado conforme a avaliação médica. O tratamento é totalmente gratuito e disponibilizado exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“Não adianta tentar comprar medicamentos por conta própria. O tratamento é feito pelo SUS e precisa ser acompanhado por profissionais de saúde. Também é fundamental o acompanhamento das pessoas que tiveram contato com o paciente diagnosticado”, reforçou Gazola.

De acordo com ele, assim que o tratamento é iniciado, a pessoa deixa de transmitir a doença, o que é essencial para interromper a cadeia de contágio. A hanseníase é transmitida pelo ar, principalmente por meio de contato próximo e prolongado com pessoas infectadas que ainda não iniciaram o tratamento.

Dengue também preocupa, mas casos apresentam queda em Porto Velho

Durante a coletiva, Jaime Gazola também abordou a situação da dengue. Ele citou que estados vizinhos, como o Acre, já registram mais de mil casos da doença. Em Porto Velho, no entanto, os números apontam uma redução significativa.

De 2024 para 2025, os casos de dengue no município caíram quase 50%. O secretário atribui o resultado às ações integradas da gestão municipal, como a retirada de grandes volumes de lixo pela administração do prefeito Léo Moraes, além do trabalho intenso dos agentes de endemias e da conscientização da população.

“Sabemos que cerca de 80% dos focos de dengue estão dentro das casas. Por isso, a colaboração da população é fundamental, evitando água parada e fazendo o descarte correto do lixo”, destacou.

Vacina contra dengue e ações permanentes de prevenção

Gazola informou ainda que já existe uma vacina contra a dengue, atualmente aplicada em esquema de duas doses. Uma nova vacina de dose única, mais moderna, com maior tempo de proteção e menor risco de reações adversas, deve estar disponível ainda este ano.

Enquanto isso, o município segue reforçando ações de prevenção, como visitas domiciliares, aplicação de larvicidas em áreas mais endêmicas, nebulização, distribuição de insumos e campanhas educativas.

“Porto Velho tem uma grande extensão territorial e muitos desafios, mas com limpeza urbana, informação e o trabalho contínuo das equipes de saúde, estamos conseguindo reduzir significativamente os índices de doenças”, concluiu o secretário.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça o alerta à população: ao identificar qualquer sinal suspeito de hanseníase ou sintomas de dengue, procure imediatamente a unidade de saúde mais próxima. O diagnóstico precoce salva vidas e evita a propagação das doenças.

Fique bem informado com as notícias de Isaque Fernandes no site A Capital da Notícia.

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