*Documento aprovado por unanimidade durante evento conservador nos Estados Unidos critica o presidente Lula e o ministro Alexandre de Moraes. Organização também questiona o veto à visita de um representante do governo norte-americano ao ex-presidente Jair Bolsonaro.**
A Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), organização conservadora dos Estados Unidos, aprovou por unanimidade uma resolução que critica a atuação das instituições brasileiras no caso do ex-presidente Jair Bolsonaro. O documento também condena a decisão que impediu a visita de um representante do governo norte-americano ao ex-presidente.
A manifestação foi apresentada por Mercedes Schlapp, integrante da organização, durante um evento realizado em março de 2026, no Texas. A CPAC direcionou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, alegando que o sistema judicial estaria sendo utilizado para perseguir adversários políticos. <escape>【</escape>Fonte: CPAC e Folha de S.Paulo<escape>】</escape>
## CPAC acusa autoridades brasileiras de uso político da Justiça
Durante a apresentação da resolução, representantes da organização utilizaram o termo *lawfare*, expressão empregada para descrever o suposto uso de instrumentos jurídicos com objetivos políticos.
A CPAC afirmou que decisões judiciais, restrições e medidas contra Bolsonaro representariam uma forma de perseguição política. A organização também alegou que essas medidas poderiam prejudicar a oposição e a liberdade de expressão no Brasil.
Essas afirmações representam a posição política da CPAC e não devem ser confundidas com conclusões judiciais comprovadas.
## Visita de representante dos Estados Unidos também foi questionada
Outro ponto destacado foi o impedimento da visita de Darren Beattie, representante do governo norte-americano, a Jair Bolsonaro.
O caso provocou discussões sobre os limites da atuação diplomática e a soberania brasileira. Segundo informações publicadas pela imprensa, o ministro Alexandre de Moraes considerou que a visita poderia representar uma interferência indevida nos assuntos internos do país. O governo brasileiro também adotou medidas que impediram a entrada de Beattie.
O episódio ampliou as divergências entre setores conservadores dos Estados Unidos e autoridades brasileiras. <escape>【</escape>Fonte: Folha de S.Paulo<escape>】</escape>
## Resolução foi aprovada por unanimidade
Durante a votação, a presidência da sessão pediu que os representantes favoráveis à proposta manifestassem seu apoio. Após a manifestação dos participantes, a resolução foi declarada aprovada por unanimidade.
O resultado demonstra a posição dos participantes daquela votação, mas não representa, por si só, uma decisão oficial do governo dos Estados Unidos nem uma conclusão jurídica sobre as acusações apresentadas.
## Debate sobre Justiça, política e democracia
O episódio reacende o debate sobre a independência do Poder Judiciário, a liberdade de expressão, o direito à oposição política e o respeito às decisões judiciais.
Enquanto a CPAC sustenta que existe perseguição política contra Bolsonaro, as decisões judiciais brasileiras devem ser analisadas à luz dos fundamentos apresentados pelos tribunais, das provas dos processos e dos mecanismos legais de contestação.
O tema segue relevante para a discussão sobre democracia, soberania nacional e as relações políticas entre Brasil e Estados Unidos.
**Isaque Fernandes**
*Repórter do site A Capital da Notícia*
www.acapitaldanoticia.com.br
Fontes para consulta:
* [CPAC — texto da resolução e declaração oficial](https://www.cpac.org/post/cpac-condemns-weaponization-of-lawfare-in-brazil-and-the-unprecedented-denial-of-a-u-s-diplomat-s-v?utm_source=chatgpt.com).
* [Folha de S.Paulo — cobertura do evento e do caso Darren Beattie](https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/03/evento-conservador-nos-eua-tem-critica-a-prisao-de-bolsonaro-e-a-veto-a-visita-de-con
selheiro-de-trump.shtml?utm_source=chatgpt.com).



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