Prisão preventiva foi cumprida pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM); investigação tramita sob segredo de Justiça
A Polícia Civil de Rondônia, por meio da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Porto Velho, cumpriu nesta terça-feira (15) um mandado de prisão preventiva contra o pastor e psicólogo Aluízio Vidal Flor, de 58 anos.
A prisão ocorreu no âmbito de uma investigação que apura possíveis crimes contra a dignidade sexual envolvendo mulheres. A ordem de prisão foi determinada pela Justiça após o avanço das investigações.
De acordo com as informações divulgadas pelas autoridades, o caso tramita sob segredo de Justiça. Por esse motivo, detalhes sobre as vítimas, circunstâncias dos fatos e a instituição religiosa relacionada à investigação não foram divulgados.
Mulheres procuraram o investigado para aconselhamento
As apurações envolvem relatos de mulheres que teriam procurado Aluízio Vidal em situações relacionadas a aconselhamento e atendimentos individuais.
Entre os crimes mencionados nas informações divulgadas sobre o inquérito estão importunação sexual, estupro, violação sexual mediante fraude e outras condutas relacionadas a crimes contra a dignidade sexual.
Como a investigação está em andamento e corre em sigilo, não foram divulgados publicamente todos os elementos que fundamentaram o pedido de prisão preventiva.
Polícia procura possíveis novas vítimas
A Polícia Civil informou que outras pessoas que eventualmente tenham passado por situações semelhantes podem procurar a DEAM para relatar os fatos.
O atendimento, segundo a corporação, é realizado de maneira sigilosa e humanizada, com medidas destinadas à proteção das possíveis vítimas. As denúncias também podem ser encaminhadas pelo Disque 197, da Polícia Civil, e pelo Disque 180, serviço de atendimento à mulher. Em situações de emergência, o número é 190.
Trajetória religiosa e política
Além da atuação como pastor e psicólogo, Aluízio Vidal possui trajetória na política de Rondônia. Ele já disputou eleições para a Prefeitura de Porto Velho e para o Senado Federal pelo estado.
O envolvimento político anterior é citado neste momento apenas como parte da trajetória pública do investigado.
Defesa afirma que investigação deverá comprovar inocência
Em manifestação divulgada à imprensa, a defesa de Aluízio Vidal afirmou acreditar que as investigações, ainda em andamento, deverão comprovar a inocência do pastor.
É importante destacar que a prisão preventiva não representa uma condenação. Aluízio Vidal é investigado e tem direito à defesa e à presunção de inocência enquanto o processo estiver em andamento.
As investigações continuam sob responsabilidade da Polícia Civil de Rondônia e os detalhes permanecem restritos em razão do segredo de Justiça.
Com informações da Polícia Civil de Rondônia e veículos de imprensa locais.
Isaque Fernandes, para o site A Capital da Notícia



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