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O MUNDO EM ALERTA: AS GRANDES CATÁSTROFES QUE DESTRUÍRAM CIDADES, MATARAM MILHARES E TRANSFORMARAM PAÍSES EM 2025 E 2026



O MUNDO EM ALERTA: AS GRANDES CATÁSTROFES QUE MARCARAM 2025 E 2026

De terremotos e enchentes a incêndios, ciclones, secas e colapsos de geleiras: um panorama das principais tragédias que atingiram diferentes regiões do planeta até 30 de agosto de 2026

Por Isaque Fernandes – A CAPITAL DA NOTÍCIA

O mundo atravessou 2025 e chegou a 2026 enfrentando uma sucessão de grandes desastres naturais e emergências humanitárias.

Terremotos destruíram cidades e comunidades inteiras. Enchentes cobriram áreas urbanas e rurais. Ciclones provocaram deslocamentos em massa. Incêndios destruíram bairros e áreas florestais. Secas comprometeram a agricultura e o abastecimento de água. Deslizamentos soterraram comunidades. E, em agosto de 2026, uma das maiores tragédias recentes atingiu a região do Himalaia, na fronteira entre Nepal e Tibete.

O levantamento anual do EM-DAT — Emergency Events Database, considerado uma das principais bases internacionais sobre desastres, registrou 358 desastres relacionados a ameaças naturais em 2025, com 16.607 mortes, 110,2 milhões de pessoas afetadas e cerca de US$ 169,68 bilhões em perdas econômicas. (Emdat⁠)

A Ásia concentrou uma parcela especialmente elevada das mortes em 2025, principalmente em consequência dos terremotos que atingiram Myanmar e Afeganistão. (Emdat⁠)

Já 2026 ainda está em andamento. Portanto, não existe um balanço anual definitivo. Os dados apresentados nesta reportagem correspondem às informações disponíveis até 30 de agosto de 2026 e podem sofrer alterações à medida que equipes de resgate, governos e organismos internacionais atualizam seus números.


COMO DEFINIR AS GRANDES CATÁSTROFES?

Não existe uma única maneira de definir qual foi “a maior catástrofe” de um país.

Um terremoto pode provocar milhares de mortes em poucos minutos. Uma seca, por outro lado, pode afetar milhões de pessoas durante meses ou anos, sem produzir o mesmo número imediato de mortes.

Da mesma forma, um incêndio pode atingir relativamente poucas pessoas, mas causar prejuízos econômicos de centenas de bilhões de dólares.

Por isso, este especial considera principalmente quatro critérios:

  • número de mortos e desaparecidos;
  • quantidade de pessoas afetadas;
  • extensão da destruição;
  • impacto econômico e humanitário.

A reportagem não pretende afirmar que os acontecimentos abaixo foram necessariamente os únicos ou os maiores de cada país. O objetivo é apresentar as principais catástrofes e emergências internacionais com grande impacto registradas em 2025 e até 30 de agosto de 2026.


2025: UM ANO MARCADO POR TERREMOTOS, ENCHENTES, INCÊNDIOS E CICLONES

🇲🇲 MYANMAR — TERREMOTO DE 28 DE MARÇO DE 2025

Um dos acontecimentos mais devastadores de 2025 ocorreu em Myanmar.

Em 28 de março, um terremoto de magnitude 7,7 atingiu o país, atingindo com força regiões como Mandalay, Naypyitaw e Sagaing.

Edificações desabaram, estradas foram danificadas e milhares de famílias ficaram desabrigadas.

Segundo o EM-DAT, o terremoto provocou pelo menos 3.820 mortes e aproximadamente US$ 11 bilhões em perdas econômicas. O evento foi classificado como o desastre natural mais mortal registrado na base em 2025. (Emdat⁠)

A tragédia mostrou a vulnerabilidade de comunidades que vivem em áreas sujeitas a terremotos e a dificuldade de realizar operações de resgate em regiões onde a infraestrutura também foi destruída.


🇦🇫 AFEGANISTÃO — TERREMOTO DE 31 DE AGOSTO DE 2025

O Afeganistão sofreu outro dos grandes terremotos de 2025.

Em 31 de agosto, um tremor de magnitude 6,0 atingiu áreas montanhosas do leste do país, principalmente as províncias de Kunar, Nangarhar, Laghman e Nuristan.

O EM-DAT estima aproximadamente 2.200 mortes.

A geografia montanhosa, as dificuldades de acesso e a fragilidade da infraestrutura agravaram as consequências do desastre. (Emdat⁠)

O terremoto foi o segundo desastre natural mais mortal registrado pelo EM-DAT em 2025. (Emdat⁠)


🇺🇸 ESTADOS UNIDOS — INCÊNDIOS DE LOS ANGELES

Janeiro de 2025

Os incêndios que atingiram a região de Los Angeles, na Califórnia, entraram entre os acontecimentos mais destrutivos de 2025.

Os incêndios Palisades e Eaton atingiram áreas densamente povoadas, provocando evacuações, destruição de residências e danos generalizados.

Em janeiro, mais de 100 mil pessoas chegaram a estar sob ordens de evacuação enquanto vários focos avançavam pela região. (Reuters⁠)

Posteriormente, um estudo publicado no JAMA estimou 440 mortes em excesso relacionadas aos incêndios, além do número oficial de mortes diretamente contabilizadas. Os incêndios queimaram cerca de 59 milhas quadradas e destruíram aproximadamente 16 mil estruturas. (Reuters⁠)

O desastre também produziu um dos maiores impactos econômicos provocados por incêndios florestais nos Estados Unidos.


🇵🇰 PAQUISTÃO — ENCHENTES DAS MONÇÕES

2025

As enchentes provocadas pelas monções voltaram a demonstrar a vulnerabilidade do Paquistão.

Chuvas intensas elevaram o nível dos rios e inundaram áreas urbanas, comunidades rurais e regiões agrícolas.

Casas, estradas, plantações e sistemas de infraestrutura foram atingidos.

A IFRC mantém registro de uma operação de emergência para as enchentes de monção de 2025 no Paquistão, iniciada em setembro daquele ano. (IFRC⁠)

O desastre mostrou novamente como as mudanças nos padrões de chuva podem produzir impactos que vão muito além das áreas diretamente inundadas.


🇮🇳 ÍNDIA — CALOR EXTREMO, CHUVAS E ENCHENTES

A Índia enfrentou em 2025 diferentes episódios de condições meteorológicas extremas.

O calor extremo representa um tipo particular de emergência porque suas consequências nem sempre aparecem imediatamente nas estatísticas tradicionais de desastres.

Idosos, trabalhadores expostos ao sol, pessoas sem acesso adequado a água e populações vulneráveis estão entre os grupos de maior risco.

Ao mesmo tempo, episódios de chuvas intensas e enchentes atingiram diferentes regiões.

A combinação de calor extremo, chuvas intensas e elevada densidade populacional transformou eventos climáticos em problemas de saúde pública e infraestrutura.


🇨🇳 CHINA — CHUVAS, ENCHENTES E EVENTOS EXTREMOS

A China também enfrentou episódios importantes de chuvas intensas, enchentes e outros eventos extremos durante 2025.

O tamanho territorial e a elevada concentração populacional fazem com que eventos meteorológicos severos possam atingir milhões de pessoas.

Em 2026, entretanto, a China voltaria ao centro das atenções internacionais por causa da tragédia que atingiu a região do Tibete e a fronteira com o Nepal.


🇱🇰 SRI LANKA — CICLONE DITWAH

Novembro e dezembro de 2025

O Sri Lanka enfrentou uma grande emergência relacionada ao ciclone tropical Ditwah.

Chuvas intensas provocaram enchentes e deslizamentos, atingindo comunidades e infraestrutura.

A gravidade do episódio levou a IFRC a abrir uma operação de emergência específica para o país. O apelo humanitário foi registrado em dezembro de 2025 e continuou sendo acompanhado em 2026. (IFRC⁠)


🇮🇩 INDONÉSIA — ENCHENTES, DESLIZAMENTOS E TERREMOTOS

A Indonésia está entre os países mais expostos a diferentes ameaças naturais.

O arquipélago combina atividade sísmica, vulcânica, chuvas tropicais intensas, áreas montanhosas e grandes concentrações urbanas.

Durante 2025 e 2026, o país enfrentou diferentes episódios de enchentes, deslizamentos e terremotos.

A combinação desses fatores torna cada desastre potencialmente mais complexo.


🇹🇭 TAILÂNDIA — ENCHENTES

A Tailândia também enfrentou episódios de enchentes e chuvas intensas.

As consequências atingiram áreas urbanas, agrícolas e sistemas de transporte.

Em países com grande dependência da agricultura e do turismo, uma enchente prolongada pode provocar efeitos econômicos muito superiores aos danos provocados diretamente pela água.


🇯🇲 JAMAICA — FURACÃO MELISSA

Outubro de 2025

O furacão Melissa foi uma das grandes tragédias do Caribe em 2025.

A Jamaica sofreu com ventos extremamente fortes, chuvas, enchentes, deslizamentos e destruição de infraestrutura.

A IFRC abriu uma operação de emergência específica para o país em outubro de 2025. (IFRC⁠)

No dia 30 de outubro, autoridades jamaicanas haviam confirmado 19 mortes, enquanto o balanço regional chegava a pelo menos 44 vítimas, incluindo mortes no Haiti provocadas pelas enchentes associadas ao sistema. (Reuters⁠)


🇨🇺 CUBA — FURACÃO MELISSA

Cuba também foi atingida pelo Melissa.

O furacão chegou à costa sul da região oriental do país em 29 de outubro de 2025, como um furacão de categoria 3, com ventos sustentados de aproximadamente 195 km/h. (Reuters⁠)

O sistema provocou enchentes, danos à infraestrutura e deslocamento de moradores.

A IFRC abriu uma operação de emergência para Cuba após a passagem do furacão. (IFRC⁠)


🇳🇬 NIGÉRIA — ENCHENTE DE MOKWA

Maio de 2025

Mokwa, na Nigéria, foi atingida por uma enchente repentina que destruiu casas e afetou comunidades.

O episódio chamou atenção internacional pela velocidade com que as águas avançaram e pela destruição provocada em áreas habitadas.

A Nigéria também voltou a aparecer nos registros internacionais de enchentes em 2026, mostrando que o problema não ficou restrito a um único ano.


🇸🇩 SUDÃO — DESLIZAMENTO EM DARFUR

Agosto de 2025

Um grande deslizamento atingiu uma comunidade na região de Darfur.

O desastre ocorreu em uma área que já enfrentava uma grave crise humanitária.

Quando uma catástrofe natural acontece em uma região afetada por conflitos, a capacidade de socorro e reconstrução fica ainda mais limitada.


🇧🇴 BOLÍVIA — ENCHENTES

A Bolívia enfrentou enchentes em diferentes períodos de 2025.

As águas atingiram comunidades, plantações, estradas e moradias.

Em áreas rurais, o isolamento provocado pela destruição de estradas e pontes dificultou a chegada de alimentos, medicamentos e equipes de emergência.


🇧🇷 BRASIL — SECA E EXTREMOS NA AMAZÔNIA

No Brasil, uma das grandes emergências ambientais de 2025 foi a persistência da seca em áreas da Amazônia.

A redução do nível dos rios afetou a navegação, o transporte de passageiros e mercadorias e o acesso de comunidades ribeirinhas a serviços essenciais.

A seca também prejudicou atividades econômicas como pesca e agricultura.

O caso brasileiro mostra que uma emergência ambiental não precisa necessariamente produzir prédios destruídos para causar grandes consequências sociais.


🇸🇾 SÍRIA — SECA E CRISE HUMANITÁRIA

A Síria enfrentou uma das situações de seca mais preocupantes registradas em 2025.

O EM-DAT destacou o episódio como um dos grandes acontecimentos do ano, apontando que aproximadamente 80% da população necessitava de assistência em meio à combinação de seca e vulnerabilidade humanitária. (Emdat⁠)

A escassez de água afetou agricultura, criação de animais, segurança alimentar e condições de vida.


2026: O ANO AINDA NÃO TERMINOU

Diferentemente de 2025, não existe ainda um relatório anual definitivo sobre os desastres de 2026.

Mas a quantidade de operações humanitárias abertas pela IFRC mostra que o ano vem sendo marcado por diversas emergências.

Entre os apelos registrados estão Nepal, Colômbia, Venezuela, Moçambique, Madagascar, Irã, Camarões e o surto de Ebola na África. (IFRC⁠)


🇲🇿 MOÇAMBIQUE — ENCHENTES DE 2026

As chuvas começaram ainda no final de dezembro de 2025 e continuaram provocando grandes enchentes em Moçambique durante o início de 2026.

Segundo a IFRC, mais de 650 mil pessoas foram afetadas, com destruição de casas, plantações, sistemas de água e infraestrutura em sete províncias. (IFRC⁠)

A situação levou a IFRC a abrir uma operação de emergência em janeiro de 2026. (IFRC⁠)


🇲🇬 MADAGASCAR — CICLONES

Madagascar enfrentou uma nova temporada de ciclones em 2026.

A IFRC abriu uma operação de emergência em fevereiro para apoiar as comunidades atingidas.

O impacto sobre agricultura, estradas e comunidades costeiras é especialmente grave em um país onde grande parte da população depende diretamente dos recursos naturais.

(IFRC⁠)


🇻🇪 VENEZUELA — TERREMOTOS

A Venezuela sofreu terremotos em junho de 2026.

A IFRC abriu uma operação de emergência específica para apoiar a resposta no país. (IFRC⁠)

Em julho, a organização informou que ainda havia necessidades urgentes relacionadas a atendimento médico, água potável, apoio psicossocial e assistência humanitária. (IFRC⁠)


🇨🇴 COLÔMBIA — TERREMOTO DE MAGNITUDE 7,4

10 de agosto de 2026

A Colômbia sofreu um dos eventos sísmicos mais importantes registrados no país em 2026.

O terremoto ocorreu às 7h34 de 10 de agosto, com magnitude 7,4 e epicentro em San José del Palmar, no departamento de Chocó, a aproximadamente 103 quilômetros de profundidade. (Paho⁠)

Segundo atualização oficial divulgada pela Organização Pan-Americana da Saúde em 13 de agosto, havia:

  • 273 mortos;
  • 3.824 feridos;
  • 377 desaparecidos;
  • 97.515 pessoas afetadas;
  • 12.584 casas destruídas;
  • 74.873 casas danificadas;
  • 172 edifícios colapsados;
  • 2.198 estabelecimentos educacionais afetados;
  • 216 unidades de saúde atingidas.

Também foram registrados danos em sistemas de abastecimento de água, bancos e cinco aeroportos. (Paho⁠)

A IFRC abriu um apelo emergencial para apoiar a Cruz Vermelha Colombiana. (IFRC⁠)


🇵🇭 FILIPINAS — TERREMOTOS, TUFÕES E ENCHENTES

As Filipinas continuam entre os países mais expostos a terremotos e tempestades tropicais.

Em 2026, a IFRC registrou uma operação envolvendo terremoto e tufões no arquipélago. (IFRC⁠)

A combinação de população numerosa, cidades costeiras e localização em uma região de intensa atividade sísmica e ciclônica torna o país particularmente vulnerável.


🇧🇩 BANGLADESH — ENCHENTES DE MONÇÃO

Bangladesh também enfrentou enchentes em 2026.

A IFRC registrou uma operação de resposta relacionada às monções em Cox’s Bazar. (IFRC⁠)

O país possui uma das maiores populações do mundo concentradas em áreas baixas e vulneráveis à elevação dos rios e às chuvas de monção.


🇻🇳 VIETNÃ — ENCHENTES

O Vietnã registrou enchentes em 2026, levando a uma operação de resposta da Cruz Vermelha e da IFRC.

O registro oficial da IFRC inclui uma operação de resposta às inundações iniciada em 2026. (IFRC⁠)


🇿🇼 ZIMBÁBUE — ENCHENTES E CÓLERA

O Zimbábue enfrentou mais de uma forma de emergência.

Além das enchentes, a IFRC registrou uma operação relacionada à cólera em 2026. (IFRC⁠)

O caso mostra que as consequências de uma catástrofe podem continuar mesmo depois que as águas baixam.

Enchentes podem contaminar fontes de água e aumentar o risco de doenças infecciosas.


🇧🇫 BURKINA FASO — CALOR EXTREMO

O Burkina Faso enfrentou condições de calor extremo em 2026.

A situação foi suficientemente preocupante para entrar no sistema de preparação e ação antecipada da IFRC.

Em regiões onde já existe vulnerabilidade alimentar, temperaturas extremas podem agravar problemas de saúde, agricultura e disponibilidade de água.


🇹🇳 TUNÍSIA — ENCHENTES

A Tunísia também apareceu nos registros da IFRC por causa de enchentes em 2026.

Uma operação de resposta às inundações foi registrada em julho. (IFRC⁠)


🇪🇸 ESPANHA E 🇫🇷 FRANÇA — ONDA DE CALOR E INCÊNDIOS

O verão europeu de 2026 foi marcado por calor extremo e incêndios florestais.

A IFRC informou em julho que uma nova onda de calor poderia agravar os incêndios na Espanha e na França, enquanto equipes da Cruz Vermelha apoiavam milhares de pessoas deslocadas. (IFRC⁠)

O episódio mostra a relação entre temperaturas extremas, vegetação seca e maior risco de incêndios.


🇨🇦 CANADÁ — INCÊNDIOS FLORESTAIS

O Canadá também enfrentou grandes incêndios em 2026.

Em agosto, incêndios na Colúmbia Britânica provocaram ordens de evacuação para mais de 21 mil pessoas, enquanto áreas próximas ao Okanagan registravam destruição de casas e condições perigosas de qualidade do ar. (Paho⁠)

O cenário levou inclusive ao apoio de bombeiros mexicanos e à mobilização das Forças Armadas canadenses.


🇺🇸 ESTADOS UNIDOS — ENCHENTES E INCÊNDIOS

Depois dos devastadores incêndios da Califórnia em 2025, os Estados Unidos voltaram a enfrentar eventos extremos em 2026.

Regiões como o Texas sofreram episódios de enchentes, enquanto outros estados enfrentaram incêndios.

A repetição de eventos extremos demonstra que a vulnerabilidade americana não está concentrada em uma única região ou em um único tipo de desastre.


🇳🇵🇨🇳 NEPAL E TIBETE — A GRANDE TRAGÉDIA DO FIM DE AGOSTO DE 2026

26 de agosto de 2026

A tragédia mais recente e uma das mais graves deste período atingiu a região do Himalaia, na fronteira entre o Nepal e o Tibete, território administrado pela China.

Em 26 de agosto, uma enorme massa de gelo, rocha e detritos desencadeou uma inundação devastadora.

O desastre atingiu rios, estradas, pontes, comunidades, instalações de geração de energia e áreas utilizadas por turistas e peregrinos.

Imagens de satélite analisadas por especialistas mostraram um grande colapso de rocha e gelo na região de Langtang Lirung, seguido pelo avanço de enormes volumes de detritos e água pelos vales. (AP News⁠)

O desastre ainda está em desenvolvimento.

NÚMEROS EM ATUALIZAÇÃO

No dia 30 de agosto de 2026, a Reuters informou aproximadamente 750 mortos e mais de 3 mil desaparecidos, além de mais de 90 mil pessoas diretamente afetadas. (Reuters⁠)

A Associated Press divulgou números ainda mais elevados, com 788 mortos no Nepal e 16 no Tibete, além de milhares de desaparecidos. (AP News⁠)

Por isso, esta reportagem registra os números como “em atualização”.

A diferença entre os balanços ocorre porque as equipes ainda trabalham no resgate, na identificação dos corpos e no levantamento dos desaparecidos.


CORPOS SÃO SEPULTADOS SEM IDENTIFICAÇÃO

A dimensão da tragédia chegou a um ponto em que autoridades nepalesas começaram a realizar sepultamentos temporários de vítimas ainda não identificadas.

Segundo a Reuters, dezenas de corpos já haviam sido enterrados diante da dificuldade de armazenamento e identificação, enquanto equipes coletavam amostras de DNA para permitir posteriormente a identificação pelas famílias. (Reuters⁠)

A Associated Press informou que centenas de corpos foram recuperados e que alguns já apresentavam decomposição após permanecerem dias submersos. (AP News⁠)


MAIS DE 90 MIL PESSOAS AFETADAS

A dimensão humanitária também é gigantesca.

A IFRC informou que mais de 90 mil pessoas foram diretamente afetadas pelo desastre no Himalaia.

A organização alertou ainda para riscos secundários, incluindo novas inundações provocadas por lagos formados pelo bloqueio de rios e deslizamentos adicionais. (Reuters⁠)

A IFRC abriu um apelo emergencial de 25 milhões de francos suíços para apoiar a resposta no Nepal. (IFRC⁠)


O DESASTRE AINDA PODE PRODUZIR NOVAS INUNDAÇÕES

As equipes de emergência não enfrentam apenas o trabalho de localizar mortos e desaparecidos.

Há também preocupação com novos bloqueios de rios, aumento do nível das águas e possíveis rompimentos de áreas represadas.

A Associated Press informou que autoridades nepalesas emitiram alertas diante da possibilidade de novas inundações. (AP News⁠)

A destruição de estradas e pontes também dificulta a chegada de equipes de resgate e ajuda humanitária.


O QUE O HIMALAIA ENSINA AO MUNDO?

A tragédia reacendeu o debate sobre a vulnerabilidade das regiões de alta montanha.

Cientistas afirmam que o aquecimento global pode contribuir para a instabilidade de geleiras, do permafrost e das encostas, embora seja necessário distinguir entre risco climático crescente e a atribuição direta de um desastre específico às mudanças climáticas.

No caso do Himalaia, o fenômeno demonstra como diferentes perigos podem se combinar:

gelo + rocha + água + deslizamento + enchente + destruição de infraestrutura.

O resultado é o chamado desastre em cascata.


2025 E 2026: O DESASTRE NÃO TERMINA QUANDO A ÁGUA BAIXA

Uma das principais conclusões deste levantamento é que os efeitos de uma catástrofe permanecem por muito tempo.

Depois de um terremoto, vem a reconstrução.

Depois de uma enchente, surgem problemas de saneamento.

Depois de um incêndio, aparecem perdas econômicas e problemas de saúde.

Depois de uma seca, pode surgir insegurança alimentar.

Depois de um ciclone, comunidades podem passar meses ou anos reconstruindo suas casas.

E depois de uma epidemia, a sociedade precisa lidar com consequências sociais e econômicas.

É por isso que a IFRC classifica seus grandes apelos de emergência como respostas para desastres e crises que podem exigir apoio de longo prazo. A organização trabalha por meio de 191 Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho. (IFRC⁠)


UM PLANETA CADA VEZ MAIS VULNERÁVEL

Os acontecimentos de 2025 e 2026 mostram que não existe um único tipo de catástrofe.

Em diferentes regiões do planeta, as populações enfrentaram:

  • terremotos;
  • enchentes;
  • ciclones;
  • furacões;
  • incêndios;
  • secas;
  • ondas de calor;
  • deslizamentos;
  • colapsos de geleiras;
  • epidemias;
  • insegurança alimentar;
  • crises humanitárias complexas.

A geografia muda, mas o resultado muitas vezes é parecido: famílias desalojadas, infraestrutura destruída, comunidades isoladas e governos obrigados a mobilizar recursos de emergência.


A PREVENÇÃO PODE SALVAR VIDAS

A experiência dos últimos dois anos também mostra a importância dos sistemas de alerta.

Monitorar rios, encostas, geleiras, vulcões e condições meteorológicas pode permitir que populações sejam retiradas de áreas de risco antes que a tragédia aconteça.

O investimento em prevenção também reduz os custos da reconstrução.

Entre as medidas consideradas fundamentais estão:

sistemas de alerta antecipado;

monitoramento meteorológico;

monitoramento de rios e barragens;

mapeamento de áreas de risco;

fiscalização de construções;

planos de evacuação;

treinamento de equipes de emergência;

estoques de alimentos e medicamentos;

comunicação rápida com a população.


CONCLUSÃO

Os anos de 2025 e 2026 demonstram que as grandes catástrofes continuam sendo um dos maiores desafios para a humanidade.

Myanmar e Afeganistão sofreram terremotos devastadores.

Os Estados Unidos enfrentaram incêndios de proporções históricas.

Paquistão, Bangladesh, Moçambique e diversos países asiáticos enfrentaram enchentes.

Jamaica e Cuba foram atingidas pelo furacão Melissa.

Madagascar enfrentou ciclones.

A África registrou enchentes, secas, epidemias e insegurança alimentar.

A América do Sul também sofreu com terremotos, enchentes e eventos climáticos extremos.

E, agora, no final de agosto de 2026, Nepal e Tibete enfrentam uma das maiores tragédias internacionais do período.

A catástrofe do Himalaia ainda está sendo contabilizada.

Os números podem aumentar.

As equipes continuam procurando desaparecidos.

Famílias continuam esperando notícias.

E comunidades inteiras começam uma longa jornada de reconstrução.

O balanço dos últimos dois anos deixa uma mensagem clara: o mundo não consegue impedir todos os fenômenos naturais, mas pode reduzir o número de vítimas quando investe em prevenção, ciência, infraestrutura, informação e resposta rápida.

Cada morte representa uma família.

Cada desaparecido representa uma história interrompida.

Cada casa destruída representa anos de trabalho perdidos.

Por trás das estatísticas existem pessoas.

E é justamente por isso que acompanhar, registrar e compreender as grandes catástrofes do mundo não é apenas uma questão de números.

É também uma forma de lembrar as vítimas e aprender com cada tragédia.

Isaque Fernandes – A CAPITAL DA NOTÍCIA
www.acapitaldanoticia.com.br



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