Segunda edição da feira chega ao terceiro dia com 259 expositores, novos espaços, tecnologia, gastronomia, negócios e forte presença do público no Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho
Porto Velho, RO – A segunda edição da Agrotec 2026 já entrou para o calendário dos grandes eventos de Porto Velho. Realizada no histórico Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, a feira chega nesta sexta-feira (28) ao seu terceiro dia de programação mostrando que o agronegócio, a agricultura familiar, a tecnologia, a gastronomia e o empreendedorismo podem caminhar juntos em um dos mais importantes pontos turísticos da capital de Rondônia.
E a escolha do local não poderia ser mais simbólica.
A Estrada de Ferro Madeira-Mamoré não é apenas um espaço histórico. O complexo representa parte importante da formação de Porto Velho e da própria história de Rondônia. Ao receber uma feira voltada ao campo, à produção e à inovação, o local passa a cumprir também uma função de integração entre passado, presente e futuro.
É justamente essa combinação que chama a atenção de quem visita a Agrotec: de um lado, a história da Madeira-Mamoré; do outro, produtores, empresas, máquinas, tecnologia, alimentos, animais, cafés, peixes, mel, mandioca, artesanato e uma série de produtos que representam a força econômica do campo rondoniense.
Terceiro dia mostra crescimento da Agrotec
A programação começou na quarta-feira (26) e segue até domingo (30), reunindo produtores rurais, agricultores familiares, empresários, instituições, empreendedores e visitantes.
Nesta segunda edição, a Agrotec apresentou um crescimento expressivo em relação ao ano passado. A feira passou de 145 expositores em 2025 para 259 expositores em 2026.
Entre os participantes estão 113 expositores ligados diretamente à agricultura familiar, apresentando frutas, hortaliças, alimentos, artesanato, produtos de agroindústrias e diferentes itens produzidos no campo.
O crescimento da quantidade de expositores ajuda a explicar a dimensão que a Agrotec ganhou em apenas dois anos.
A primeira edição já havia surpreendido ao movimentar aproximadamente R$ 34,6 milhões em negócios. Para 2026, a expectativa é superar esse resultado e ampliar ainda mais a geração de negócios, contatos comerciais, parcerias e oportunidades para produtores e empresas.
Mais do que uma exposição, a Agrotec começa a se consolidar como um ambiente de negócios.
Feira reúne muito mais do que produtores de Porto Velho
Embora seja realizada na capital, a Agrotec não se limita à produção de Porto Velho.
A feira reúne representantes de diferentes regiões de Rondônia, colocando frente a frente produtores, empresários, fabricantes, instituições e consumidores de várias partes do Estado.
Essa diversidade é importante porque mostra que o agronegócio rondoniense não está concentrado em uma única região.
Há participação de diferentes municípios e cadeias produtivas, permitindo que o visitante tenha contato com realidades distintas da produção rural de Rondônia.
É possível encontrar na feira produtos e experiências relacionadas à cafeicultura, piscicultura, mandiocultura, meliponicultura, agricultura familiar, agroindústria, pecuária e outras atividades que movimentam a economia rural.
A presença de empreendedores de diferentes regiões também cria uma oportunidade para que Porto Velho funcione como uma verdadeira porta de entrada para produtos e negócios do interior do Estado.
Expositores encontram espaço para mostrar seus produtos
Para quem está expondo, a Agrotec representa uma oportunidade que vai muito além da venda direta.
O produtor pode apresentar seu produto, conversar com consumidores, encontrar possíveis compradores, conhecer novas tecnologias e fazer contatos com empresas e instituições.
Para pequenos empreendedores, essa aproximação pode ser ainda mais importante.
Um agricultor familiar que normalmente comercializa sua produção em pequena escala passa a ter a possibilidade de apresentar sua marca para um público muito maior.
O mesmo acontece com agroindústrias, artesãos, produtores de café, mel, mandioca, peixes e outros segmentos.
A feira cria uma espécie de vitrine coletiva.
Cada expositor apresenta sua própria história, mas, juntos, eles ajudam a mostrar a diversidade e o potencial produtivo de Rondônia.
Agricultura familiar ganha protagonismo
Um dos pontos fortes da Agrotec 2026 é justamente a valorização da agricultura familiar.
A presença de mais de uma centena de expositores ligados a esse segmento demonstra que a produção em pequena escala também pode ocupar grandes espaços e participar de uma feira de tecnologia e negócios.
A agricultura familiar está presente na mesa do consumidor diariamente, mas muitas vezes o público urbano não conhece todo o processo existente por trás dos alimentos que chegam às casas.
Na Agrotec, essa realidade fica mais próxima.
O visitante pode conhecer produtores, experimentar produtos, entender processos de fabricação e perceber que existe uma cadeia inteira por trás de cada alimento.
É uma aproximação importante entre quem produz e quem consome.
Tecnologia também é protagonista
O nome Agrotec não está no evento por acaso.
A proposta da feira é aproximar o produtor das novas tecnologias disponíveis para melhorar a produção, reduzir custos, aumentar a produtividade e abrir novos mercados.
Durante a programação, o público encontra equipamentos, soluções tecnológicas, palestras, capacitações e demonstrações práticas.
A tecnologia deixa de ser apenas uma ideia apresentada em uma sala e passa a ser mostrada na prática.
Isso é especialmente importante para o produtor rural que precisa tomar decisões sobre investimentos.
Ver uma máquina funcionando, conversar com um fabricante, conhecer uma nova técnica de produção ou entender uma solução de gestão pode ser o primeiro passo para uma mudança dentro da propriedade.
Mandioca, café, mel e peixe mostram a diversidade de Rondônia
A Agrotec também se destaca pela criação de espaços temáticos.
A cafeicultura ganhou um pavilhão dedicado aos chamados cafés especiais, com degustações, conhecimento sobre pós-colheita, formação de preço, mercado, crédito, rastreabilidade e outras etapas da cadeia produtiva.
A mandioca também recebeu atenção especial.
O visitante pode acompanhar processos ligados à produção e transformação da mandioca, aproximando o público de uma atividade tradicional e importante para a alimentação e para a economia rural.
O setor de mel e a criação de abelhas também fazem parte da programação.
Na piscicultura, peixes nativos da Amazônia ganham espaço, mostrando a força de uma atividade que possui grande potencial econômico em Rondônia.
O Festival do Tambaqui, realizado nesta sexta-feira, é outro exemplo de como a feira consegue unir produção, gastronomia e cultura regional.
Exposição de animais é uma das novidades de 2026
Uma das novidades desta segunda edição é a exposição de animais no próprio Complexo Madeira-Mamoré.
São 22 baias destinadas à exposição de bovinos, criando uma experiência diferente para quem visita a feira.
É uma maneira de aproximar a população urbana da realidade da pecuária.
Muitas pessoas conhecem a carne que chega ao supermercado, mas não têm contato direto com a atividade pecuária e com os animais que fazem parte dessa cadeia.
Na Agrotec, essa realidade passa a estar literalmente diante dos olhos do visitante.
Madeira-Mamoré se transforma em uma grande feira a céu aberto
A localização é outro diferencial.
A Agrotec acontece em um espaço aberto, histórico e turístico, transformando o Complexo Madeira-Mamoré em uma grande vitrine do campo.
É uma feira que pode ser visitada por profissionais do agronegócio, produtores rurais e empresários, mas também por famílias, crianças, estudantes, turistas e moradores de Porto Velho que simplesmente querem conhecer o que está sendo apresentado.
Essa característica faz com que a Agrotec tenha uma dimensão diferente de eventos exclusivamente comerciais.
O visitante pode conhecer a produção rural, experimentar alimentos, assistir às apresentações, conhecer equipamentos, observar animais e, ao mesmo tempo, estar dentro de um dos principais pontos históricos de Porto Velho.
Léo Moraes aposta na aproximação entre cidade e campo
A realização da Agrotec também representa uma decisão estratégica da administração municipal do prefeito Léo Moraes.
A proposta é utilizar a feira como uma ferramenta de valorização do setor produtivo e de aproximação entre o campo e a cidade.
A visão apresentada pela Prefeitura é de que Porto Velho possui potencial para ser uma grande referência na produção rural e que esse potencial precisa ser mostrado para a própria população e para quem vem de outras regiões.
A Agrotec funciona, nesse sentido, como uma grande vitrine.
O prefeito Léo Moraes tem defendido a importância de fortalecer quem produz, gerar oportunidades e aproximar conhecimento, tecnologia e mercado.
A escolha da Madeira-Mamoré reforça justamente essa estratégia: levar o setor produtivo para o coração turístico e histórico da capital.
Douglas Bener e a missão da Semagric
À frente da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Douglas Bener tem papel central na organização e condução da Agrotec.
A Semagric é responsável pela estruturação da feira e pela articulação com produtores, empresas, instituições e demais participantes.
A visão apresentada pela secretaria é fazer da Agrotec um ambiente onde o conhecimento possa chegar ao produtor e onde novas oportunidades de mercado possam ser construídas.
Nesse sentido, a feira não se resume a estandes.
A programação envolve capacitação, inovação, tecnologia, gastronomia, produção, sustentabilidade, negócios e integração.
Para Douglas Bener, o desafio é fazer com que aquilo que é apresentado durante os dias de evento possa continuar produzindo resultados depois que os portões da feira forem fechados.
Ou seja, o objetivo é transformar contatos em negócios, conhecimento em produtividade e exposição em novas oportunidades.
Agrotec pode se tornar uma marca de Porto Velho
A cada edição, a Agrotec começa a ganhar uma identidade própria.
A primeira edição mostrou que havia público, produtores e empresas interessados.
A segunda edição mostrou crescimento.
Agora, o desafio passa a ser consolidar o evento.
Se a feira continuar aumentando a quantidade de expositores, negócios, visitantes e parceiros, poderá se transformar em um dos principais eventos anuais ligados ao agronegócio e à agricultura familiar da capital.
Porto Velho possui uma característica que favorece esse crescimento: é um município de grande extensão territorial e com forte atividade rural.
A cidade não é apenas urbana.
Existe uma enorme área rural ao redor da capital, com produtores de diferentes tamanhos e atividades.
Isso faz com que uma feira como a Agrotec tenha uma ligação direta com a realidade econômica do município.
Um evento que movimenta economia
Quando uma feira reúne centenas de expositores, os efeitos econômicos vão muito além dos negócios realizados dentro dos estandes.
Hotéis, restaurantes, transportadores, comerciantes, trabalhadores temporários, prestadores de serviços e outros setores também podem ser beneficiados pelo aumento do fluxo de pessoas.
Por isso, grandes eventos desse tipo têm impacto sobre toda a economia local.
A Agrotec também estimula a circulação de produtos regionais.
O dinheiro movimentado pelo consumidor pode retornar para o próprio produtor e para pequenos empreendedores, ajudando a fortalecer cadeias produtivas locais.
O terceiro dia chega com inovação e gastronomia
Nesta sexta-feira (28), terceiro dia da programação, a feira mantém uma agenda intensa.
Entre os destaques estão a maratona de inovação BÉRA Spark, atividades voltadas à agricultura familiar, capacitações, programação sobre mandioca, café, piscicultura e cadeia do leite, além do Festival do Tambaqui.
Também estão previstas conexões de negócios entre produtores, agroindústrias e compradores.
É justamente esse tipo de programação que diferencia a Agrotec de uma feira simplesmente comercial.
Existe espaço para vender, mas também existe espaço para aprender.
Existe espaço para apresentar produtos, mas também para criar parcerias.
Existe espaço para o produtor tradicional e para quem está chegando com uma solução tecnológica.
Um encontro entre tradição e futuro
O tema escolhido para a Agrotec 2026, “Raízes que conectam o futuro”, traduz bem o que está acontecendo na Madeira-Mamoré.
A palavra “raízes” representa a produção rural, a cultura, a tradição e o conhecimento transmitido ao longo das gerações.
O “futuro” aparece na tecnologia, na inovação, nos novos modelos de negócios, na sustentabilidade e na busca por novos mercados.
E a conexão acontece justamente dentro da feira.
Um produtor de mandioca pode encontrar uma nova tecnologia.
Um produtor de café pode descobrir um novo mercado.
Uma agroindústria pode encontrar um comprador.
Um jovem pode conhecer uma profissão ligada ao campo.
Uma família pode descobrir a quantidade de produtos produzidos em Rondônia.
Um empresário pode encontrar uma oportunidade de investimento.
Essa é a força de uma feira que consegue colocar diferentes públicos no mesmo espaço.
Os números mostram o crescimento
A evolução da Agrotec pode ser observada pelos próprios números.
Na primeira edição, foram 145 expositores e aproximadamente R$ 34,6 milhões em negócios.
Em 2026, a feira chega a 259 expositores, um crescimento expressivo na participação.
Além disso, a estrutura foi ampliada com novos espaços para agricultura familiar, agroindústria, alimentação, artesanato, cafeicultura, piscicultura, mandiocultura, meliponicultura e exposição animal.
A expectativa é que o volume de negócios também cresça e que a segunda edição estabeleça um novo patamar para o evento.
Uma feira que representa Rondônia
Talvez essa seja uma das principais características da Agrotec 2026.
Embora esteja localizada em Porto Velho, a feira apresenta um pouco de todo o Estado.
Rondônia é formada por diferentes regiões produtoras, cada uma com suas características, produtos e experiências.
Quando esses produtores chegam à capital, eles encontram uma oportunidade de apresentar seu trabalho para um público maior.
A Agrotec, portanto, pode ser vista como uma espécie de vitrine do interior dentro da capital.
É o campo chegando à cidade.
É o produtor encontrando o consumidor.
É a tecnologia encontrando a produção.
E é Rondônia apresentando suas próprias riquezas.
Complexo Madeira-Mamoré ganha novo significado
A escolha do Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré também merece destaque especial.
O local já é naturalmente ligado à história e ao turismo de Porto Velho.
Com a Agrotec, o espaço ganha uma nova função temporária, reunindo produção, negócios, cultura, gastronomia e entretenimento.
É difícil imaginar um cenário mais simbólico para apresentar a produção de Rondônia.
A ferrovia representa uma história de integração e desenvolvimento.
A Agrotec representa uma nova etapa dessa busca por desenvolvimento.
Em um mesmo espaço, a história encontra a inovação.
Agrotec ainda tem programação até domingo
A feira segue até domingo (30), com programação gratuita e atividades para diferentes públicos.
Até o encerramento, os visitantes ainda poderão acompanhar apresentações, palestras, capacitações, exposições, gastronomia, atrações culturais, atividades para crianças e os diferentes espaços dedicados às cadeias produtivas.
De quarta-feira a sábado, a programação ocorre das 14h às 21h. No domingo, último dia, o funcionamento será das 8h às 16h.
A entrada é gratuita.
Mais que uma feira, uma vitrine de oportunidades
A segunda edição da Agrotec mostra que Porto Velho tem espaço para um grande evento voltado ao agronegócio e à agricultura familiar.
O crescimento de 145 para 259 expositores demonstra o interesse do setor.
A presença de produtores de diferentes regiões amplia a diversidade.
A estrutura maior aumenta a capacidade de receber visitantes.
E a escolha da Madeira-Mamoré dá ao evento uma identidade que combina história, turismo, cultura e produção.
O terceiro dia chega mostrando que a Agrotec está deixando de ser apenas uma novidade para começar a se transformar em tradição.
Ainda é cedo para dizer onde a feira poderá chegar nos próximos anos, mas uma coisa já ficou evidente: o campo rondoniense tem muito a mostrar, e Porto Velho encontrou na Agrotec uma grande vitrine para apresentar essa força.
Porto Velho mostra sua força no agronegócio
A própria dimensão econômica da produção rural do município reforça essa vocação.
Porto Velho ocupa posição de destaque no agronegócio de Rondônia, com forte presença na pecuária, soja, milho, café, mandioca e piscicultura.
A Agrotec permite que essa força deixe os números e seja vista de perto pela população.
É possível olhar para o produto, conversar com quem produz, conhecer o processo e entender como a produção rural movimenta a economia.
E talvez essa seja uma das maiores contribuições do evento: fazer com que o cidadão urbano perceba que o desenvolvimento de Porto Velho também passa pela zona rural.
Um novo capítulo para o agro de Porto Velho
A segunda Agrotec chega maior, mais diversificada e com uma proposta cada vez mais abrangente.
Não se trata apenas de máquinas agrícolas.
Não se trata apenas de agricultura familiar.
Não se trata apenas de pecuária.
Não se trata apenas de tecnologia.
A feira reúne tudo isso em um mesmo espaço.
E, ao fazer isso, cria uma ponte entre produtores, empresas, poder público, instituições e população.
A mensagem que fica neste terceiro dia é clara: Porto Velho quer mostrar que tem produção, tem produtores, tem tecnologia, tem empreendedores e tem capacidade para sediar uma grande feira do agronegócio.
A Madeira-Mamoré, por sua vez, oferece o cenário perfeito para essa história.
No lugar onde a ferrovia ajudou a escrever parte da história de Rondônia, hoje produtores e empreendedores escrevem um novo capítulo, mostrando que as raízes do campo podem, sim, estar conectadas ao futuro.
Isaque Fernandes – A CAPITAL DA NOTÍCIA
www.acapitaldanoticia.com.br


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