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Tudo Aqui: mães atípicas denunciam dificuldades para conseguir atendimento na Defensoria Pública em Porto Velho



Famílias relatam filas, limitação de horários e burocracia que, segundo elas, prejudicam o acesso ao serviço e fazem crianças perderem aulas; reportagem do A Capital da Notícia acompanhou a situação no local.

O site A Capital da Notícia esteve na manhã desta quinta-feira no prédio do Tudo Aqui, localizado na Avenida Sete de Setembro, em Porto Velho, para apurar reclamações encaminhadas por mães atípicas, pais atípicos e outros cidadãos que afirmam estar enfrentando dificuldades para conseguir atendimento na unidade da Defensoria Pública instalada no local.

Segundo os relatos recebidos pela reportagem, a principal reclamação é a forma como o atendimento está sendo organizado. De acordo com as famílias, muitas pessoas precisam chegar ainda de madrugada para conseguir uma senha, especialmente aquelas que dependem dos serviços da Defensoria Pública.

A situação se torna ainda mais complicada para mães e pais atípicos, que frequentemente precisam conciliar o atendimento com a rotina dos filhos. Muitos afirmam que precisam levar as crianças ao Tudo Aqui por não terem com quem deixá-las, enquanto outros relatam que os filhos acabam perdendo aulas devido à necessidade de comparecer mais de uma vez ao órgão.

Durante a apuração, a reportagem conversou com um dos funcionários da recepção, que informou que são disponibilizadas 45 fichas para o período da manhã e outras 45 para o período da tarde.

Entretanto, no horário em que a equipe esteve no local, por volta das 10 horas da manhã, a recepção ainda não havia distribuído todas as fichas do turno matutino. Mesmo assim, uma cidadã ouvida pela reportagem afirmou que chegou no local as 9:0h e que não pegou uma senha para atendimento porque lhes informaram que ela só ia ser atendida apenas no período da tarde, apesar de procurar informações sobre um processo que já estava em andamento.

Segundo os relatos, a orientação recebida é que quem recebe já começou o atendimento com um servidor que trabalha no período da manhã só pode voltar com aquele atendente e vice versa para o período da tarde somente poderá ser atendido à tarde,deve comparecer exclusivamente nesse horário. Para os usuários, essa divisão tem causado transtornos, principalmente porque, segundo eles, o atendimento é realizado pelo mesmo defensor público nos dois períodos.

As famílias questionam por que, havendo vagas disponíveis e cadeiras vazias na sala de espera, os atendimentos não poderiam ser antecipados para evitar que o cidadão precise retornar mais tarde. Para muitos, essa medida reduziria o fluxo de pessoas e evitaria novos deslocamentos, especialmente para quem mora longe ou vem do interior de Rondônia.

Outro ponto levantado pelos usuários é o impacto da burocracia sobre pessoas com deficiência, idosos e mães atípicas. Eles afirmam que procuram o órgão em busca de orientação jurídica e acabam saindo frustrados diante da necessidade de retornar em outro horário, mesmo quando ainda existem vagas disponíveis.

Durante a permanência da equipe no local, o repórter Isaque Fernandes também presenciou uma situação que chamou a atenção. Segundo o relato do jornalista, um cidadão foi chamado para atendimento em um dos guichês da Defensoria Pública, porém, ao chegar ao balcão, o atendente permanecia utilizando o telefone celular. O cidadão aguardou por alguns minutos até reclamar da demora, afirmando que estava ali para ser atendido. Conforme observado pela reportagem, o servidor respondeu que estava atendendo uma ligação de seu chefe.

A situação gerou desconforto entre as pessoas que aguardavam atendimento. Na avaliação da reportagem, o uso do telefone celular durante o atendimento ao público pode transmitir uma imagem negativa ao cidadão, já que quem aguarda não tem como saber se o aparelho está sendo utilizado para tratar de assuntos de trabalho ou de questões particulares. Usuários defendem que orientações internas entre chefias e servidores sejam realizadas antes do início do expediente ou em momentos que não prejudiquem o atendimento ao público.

Outro fato registrado pela equipe foi a dificuldade em obter esclarecimentos oficiais. O A Capital da Notícia procurou a administração do Tudo Aqui para ouvir a versão do órgão sobre as reclamações apresentadas pelos usuários. Segundo a reportagem, a equipe não foi recebida pela administração e foi orientada a procurar a Secretaria de Estado da Comunicação (Secom), sob a informação de que naquele setor não seriam prestados esclarecimentos à imprensa.

Para a reportagem, a ausência de posicionamento imediato dificulta o acesso da população às informações sobre um serviço público que atende diariamente centenas de cidadãos. Como veículo de comunicação independente, o A Capital da Notícia considera fundamental que os órgãos públicos mantenham diálogo com a imprensa, garantindo transparência e permitindo que a sociedade tenha acesso às explicações oficiais.

A reportagem também recebeu relatos de moradores do interior do Estado que afirmam enfrentar gastos com transporte e alimentação para buscar atendimento em Porto Velho. Segundo eles, quando não conseguem resolver a demanda na primeira visita, os prejuízos financeiros aumentam.

Diante das reclamações, os usuários pedem que o Ministério Público do Estado de Rondônia, a Defensoria Pública e os demais órgãos competentes analisem a forma como o atendimento vem sendo realizado no Tudo Aqui, buscando alternativas para tornar o serviço mais ágil, humanizado e acessível à população.

O A Capital da Notícia reforça que permanece à disposição da Defensoria Pública do Estado de Rondônia, da administração do Tudo Aqui, da Secretaria de Estado da Comunicação (Secom) e do Governo de Rondônia para publicar seus esclarecimentos, manifestações ou eventuais providências adotadas sobre os fatos relatados nesta reportagem, em respeito ao contraditório e ao direito de resposta.

Reportagem: Isaque Fernandes
A Capital da Notícia

Essa versão mantém um tom jornalístico, incorpora os fatos que você relatou como observações da reportagem e deixa claro que os órgãos citados têm espaço aberto para apresentar sua versão dos acontecimentos.





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