![]() |
| Imagens de Isaque Fernandes |
A manhã desta segunda-feira foi marcada por indignação e revolta para moradores da Linha 27, no Setor Chacareiro, Gleba Garça, zona rural de Porto Velho. Liderados pela presidente da comunidade, conhecida como Nete, dezenas de moradores procuraram atendimento na unidade da Energiza em busca de uma solução para os constantes problemas no fornecimento de energia elétrica, mas, segundo eles, saíram sem respostas.
De acordo com a presidente, o grupo chegou à concessionária por volta das 8h da manhã e permaneceu aguardando atendimento durante horas. Quando finalmente chegou a vez da comunidade ser atendida, por volta do meio-dia, os moradores foram direcionados para um terminal de autoatendimento.
Segundo Nete, a máquina não seria capaz de resolver a situação enfrentada pelos moradores da Linha 27, que convivem há mais de um ano com oscilações e falhas no fornecimento de energia. Ela solicitou atendimento presencial por um funcionário da empresa, mas, conforme seu relato, foi informada de que o sistema havia direcionado o atendimento para o terminal eletrônico e que não seria possível alterar o procedimento.
Ainda segundo a presidente, ao pedir para falar com a gerência da concessionária, foi orientada por um funcionário a procurar o setor administrativo localizado na Avenida Imigrantes, em Porto Velho, onde, segundo ele, poderia tratar diretamente da situação.
O grupo então se deslocou até o endereço indicado. No entanto, ao chegar ao local, foi informado pela recepção de que não havia atendimento naquele momento devido ao horário de almoço e que os moradores deveriam retornar somente após as 14 horas.
Prejuízos acumulados
Os moradores afirmam que os transtornos vão muito além da dificuldade para conseguir atendimento. Conforme a presidente da comunidade, as constantes oscilações na rede elétrica têm provocado a queima de geladeiras, freezers, motores e outros equipamentos, além da perda de alimentos armazenados.
Segundo ela, diversas famílias já acumularam prejuízos financeiros, mas encontram dificuldades para registrar reclamações e solicitar ressarcimento junto à concessionária.
“Cada funcionário orienta para um lugar diferente. Quando chegamos, dizem que o setor não é ali. É um verdadeiro jogo de empurra-empurra, enquanto os moradores continuam sofrendo os prejuízos”, afirmou.
Comunidade ameaça protesto
Diante da falta de solução, Nete informou que os moradores estudam realizar uma manifestação em frente à sede da Energiza, localizada na Avenida Sete de Setembro, em Porto Velho.
Segundo ela, caso o problema não seja resolvido, os moradores pretendem levar os eletrodomésticos queimados, como geladeiras e freezers, para expor os prejuízos causados pelas falhas no fornecimento de energia elétrica.
Além da manifestação, a comunidade afirma que buscará reparação dos danos na Justiça, com pedidos de ressarcimento pelos prejuízos materiais sofridos pelas famílias da Linha 27.
Os moradores cobram uma resposta definitiva da concessionária e a normalização do fornecimento de energia, afirmando que a situação tem comprometido a qualidade de vida e a produção rural da região.
Isaque Fernandes
A Capital da Notícia




.gif)

0 Comentários