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Gleba Rio Preto pede socorro: moradores denunciam abandono, estradas intrafegáveis e crianças sem acesso à escola



Comunidade com mais de 350 famílias vive isolada em meio à lama, falta de transporte, energia precária e ausência de investimentos públicos

A equipe do site A Capital da Notícia esteve na região da Gleba Rio Preto, em área rural de Porto Velho, para verificar de perto a situação enfrentada pelos moradores. O cenário encontrado é de completo abandono. Estradas destruídas, atoleiros, ausência de transporte escolar, dificuldades no acesso à saúde e energia precária fazem parte da rotina de mais de 350 famílias que vivem na localidade.

Os moradores afirmam que há anos esperam por ações concretas do poder público municipal e estadual. Segundo relatos, em períodos de chuva a região fica praticamente isolada, impossibilitando o tráfego de veículos comuns.

O morador Daniel, que reside na Gleba Rio Preto, fez um apelo emocionado às autoridades.

“Nós não estamos tendo acesso à estrada, não estamos tendo acesso à escola e nem energia suficiente. A nossa dificuldade aqui está extrema. Eu saio às quatro horas da manhã para levar minha filha até a margem do Rio Machado para ela conseguir estudar em Calama. São apenas 10 quilômetros, mas gastamos quase duas horas por causa dos atoleiros e das poças d’água”, relatou.

Segundo ele, a situação é tão crítica que os próprios moradores precisam se reunir para pagar máquinas particulares e tentar amenizar os problemas das estradas.

“Tem dois anos que não aparece maquinário do município aqui. Quando chove, ninguém consegue sair. Só anda trator ou animal”, afirmou.

Crianças enfrentam risco para estudar

Uma das maiores preocupações da comunidade é a dificuldade enfrentada pelas crianças para frequentarem a escola. De acordo com os moradores, estudantes do sexto ao nono ano precisam atravessar o Rio Machado para estudar em Calama, enfrentando longas viagens em estradas tomadas pela lama.

Pais relatam que muitas crianças são transportadas em motocicletas por estradas perigosas, aumentando o risco de acidentes.

“Às vezes a moto cai, machuca a criança. Não tem transporte escolar e os bueiros estão destruídos”, denunciou Daniel.

Além disso, moradores afirmam que não há investimentos do Governo do Estado na região há mais de quatro anos.

Comércio fechando e produção sendo perdida

A falta de infraestrutura também afeta diretamente a economia local. Comerciantes relatam dificuldades para abastecer os estabelecimentos devido às péssimas condições das estradas. Alguns já estão fechando as portas.

Produtores rurais denunciam prejuízos com leite e alimentos que acabam sendo perdidos por falta de transporte e energia elétrica adequada.

“Aqui mora gente trabalhadora, que planta banana, mandioca, produz farinha e leite. Mas estamos jogando produção fora porque não tem estrada e não tem energia suficiente”, disse o morador.

A energia disponível na região é limitada, baseada em placas solares, insuficientes até mesmo para conservar medicamentos em geladeiras e freezers.

População cobra ação do poder público

Durante a visita da equipe do site A Capital da Notícia, os moradores cobraram providências da Prefeitura de Porto Velho, do Governo de Rondônia, vereadores, deputados e demais autoridades.

Eles afirmam que a comunidade é lembrada apenas em períodos eleitorais, mas segue esquecida quando o assunto é investimento e infraestrutura.

“A Gleba Rio Preto existe. O povo aqui pede socorro. Não estamos pedindo festa nem lazer, estamos pedindo condições para viver”, desabafou Daniel.

Os moradores também pedem atenção do Ministério Público para acompanhar a situação da comunidade rural.

Enquanto isso, famílias seguem enfrentando lama, isolamento e dificuldades diárias para garantir o básico: educação, saúde, transporte e dignidade.

A esperança da população é que a denúncia possa sensibilizar as autoridades e trazer soluções urgentes para uma região que, segundo os próprios moradores, vive atualmente em completo abandono.

Reportagem de Isaque Fernandes para o site A Capital da Notícia.












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Moradores denunciam abandono, lama e crianças sem acesso à escola


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