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Audiência pública em Porto Velho sobre pedágio da BR-364 é marcada por críticas, vaias e acusações de politicagem

 

Reunião na sede da ALDEIA expõe falta de consenso entre lideranças e levanta dúvidas sobre transparência e viabilidade de mudanças no contrato de concessão

Porto Velho (RO) — Uma audiência pública realizada na sede da ALDEIA, em Porto Velho, que deveria aprofundar o debate sobre a concessão e a cobrança de pedágio na BR-364, acabou sendo marcada por clima tenso, troca de acusações e críticas à atuação de lideranças políticas.

O encontro reuniu representantes políticos e membros da sociedade civil, mas, segundo participantes, o foco técnico da discussão acabou sendo ofuscado por discursos com forte tom político. Em determinado momento, o participante identificado como Jabá Moreira utilizou o microfone para fazer críticas a parlamentares e mencionar o cenário político nacional, o que gerou reação negativa de parte do público, incluindo vaias.

Durante as falas, também foi apresentado um retrospecto sobre o tema. De acordo com os relatos, as discussões sobre a concessão da BR-364 ganharam mais visibilidade a partir de 2017, intensificando-se nos anos seguintes, especialmente entre 2019 e 2024, até chegar ao atual modelo de cobrança de pedágio previsto para os próximos anos.

Outro ponto levantado foi a atuação de lideranças políticas ao longo do processo. Segundo o discurso apresentado na audiência, parlamentares que já exerciam mandato desde o início das discussões teriam acompanhado o avanço do tema, mas nem sempre com ações concretas que impedissem a atual configuração da concessão.

Também foi citada uma decisão judicial anterior que chegou a suspender temporariamente a cobrança do pedágio, comemorada por parte da bancada federal na época. No entanto, após a reversão da medida, o assunto perdeu força no debate público, conforme apontado por participantes da audiência.

A reunião ainda levantou questionamentos importantes: existe possibilidade real de cancelamento do contrato de concessão já em vigor? Caso não haja, qual o objetivo das manifestações políticas e mobilizações recentes?

Especialistas costumam apontar que contratos de concessão, uma vez formalizados, possuem segurança jurídica e só podem ser alterados ou anulados em situações específicas previstas em lei, o que torna mudanças complexas e, muitas vezes, demoradas.

A audiência pública terminou sem consenso e com a percepção de parte dos presentes de que ainda há falta de clareza e transparência sobre o processo. O debate sobre o pedágio na BR-364 segue aberto e deve continuar mobilizando a população e as autoridades nos próximos meses.

Reportagem: Isaque Fernandes
Site: A Capital da Notícia


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