Marcos Combate afirma ter sido impedido de fiscalizar e diz que caso será levado ao Ministério Público
O vereador Marcos Combate denunciou ter sido vítima de agressão e ameaça por parte de seguranças durante a reinauguração da Unidade de Saúde Floresta, na zona sul de Porto Velho.
De acordo com o parlamentar, ele participava do evento com o objetivo de exercer sua função constitucional de fiscalização, quando foi surpreendido por dois seguranças que teriam impedido sua entrada na unidade.
Segundo o relato, um dos seguranças chegou a segurar seu braço e afirmou que ele só poderia acessar o local após a saída do prefeito. Ainda conforme o vereador, a situação se agravou quando um dos profissionais teria feito uma ameaça direta, dizendo que o agrediria fisicamente caso insistisse em entrar.
“Eu estava exercendo meu papel de vereador, que é fiscalizar. Fui impedido e ainda ameaçado. Isso é inadmissível”, declarou.
O parlamentar classificou o episódio como grave e afirmou que a ação pode configurar crime de obstrução do exercício do mandato, além de abuso de autoridade. Ele também criticou o uso de seguranças, que, segundo ele, são pagos com recursos públicos.
Ainda de acordo com Marcos Combate, um boletim de ocorrência já foi registrado contra os envolvidos. O caso também será encaminhado para investigação junto ao Ministério Público, Tribunal de Contas e à Corregedoria.
“Isso é um ataque à democracia. Nenhum representante do povo pode ser impedido de exercer sua função. Não vão me calar”, afirmou o vereador.
O parlamentar ressaltou que não possui questões pessoais contra o chefe do Executivo municipal, mas considera o ocorrido uma tentativa de intimidar sua atuação política.
Até o momento, a Prefeitura de Porto Velho não se manifestou oficialmente sobre o caso.
A capital da Notícia reportagem de Isaque Fernandes

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