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: Produtores denunciam violência e abuso de autoridade em área rural de Machadinho do Oeste



Presidente de associação relata perseguições, expulsões e mortes em conflito agrário no distrito de Itabajara


O site A Capital da Notícia recebeu em seu estúdio o presidente da Associação dos Pequenos Produtores da Cachoeira 2 de Novembro, no município de Machadinho do Oeste, distrito de Itabajara, que trouxe um relato forte e preocupante sobre a situação vivida por famílias da região.

Segundo o presidente, os produtores estão enfrentando um cenário de medo, violência e insegurança. Ele afirma que pessoas que deveriam garantir a proteção da população estariam agindo de forma contrária, com denúncias de perseguições, agressões físicas e até mortes. Um dos casos citados foi o de um trabalhador rural que teria sido assassinado no ano passado, fato que, segundo ele, não teve a devida transparência.

O líder comunitário também denuncia ações consideradas abusivas durante operações de desocupação. De acordo com o relato, famílias teriam sido retiradas de áreas de forma violenta, com destruição de casas, perda de bens e até saques de objetos pessoais, como alimentos, botijões de gás e medicamentos. Ele afirma ainda que muitos moradores foram impedidos de retornar ao local, sob ameaça de prisão ou até de morte.

Outro ponto grave destacado foi uma reunião realizada no dia 23 de novembro, que contava com representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e do INCRA. Durante o encontro, segundo o presidente, houve um cerco com mais de 20 homens armados, que trataram os presentes como criminosos e exigiram a assinatura de documentos sob pressão. Entre os participantes, havia idosos e crianças, incluindo o pai do entrevistado, de 84 anos.

O presidente também questiona decisões judiciais e ações das forças de segurança, alegando que há favorecimento a um suposto proprietário de uma área que, segundo ele, seria na verdade um assentamento. Ele afirma que o caso já está sendo levado ao Ministério Público, na tentativa de buscar justiça e garantir os direitos das famílias afetadas.

Além disso, o relato aponta impactos sociais graves, como crianças fora da escola por falta de moradia e famílias vivendo em situação de extrema vulnerabilidade após as expulsões.

Ao final, o representante faz um alerta: se medidas urgentes não forem tomadas, há risco de novos conflitos e até mais mortes na região. Ele relembra episódios históricos de violência no campo e afirma que a realidade atual mostra que os conflitos agrários ainda persistem.

Essa é uma denúncia que acende o alerta sobre a situação no campo em Rondônia e reforça a necessidade de investigação, diálogo e ações que garantam a segurança e os direitos das comunidades rurais.

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