Enquanto o deputado Alan Queiroz destina R$ 450 mil para festa, a população local convive com infraestrutura em frangalhos e saúde precária em ano eleitoral
Por: Isaque Fernandes | A Capital da Notícia
O cenário político em Guajará-Mirim foi tomado por uma forte onda de críticas após a confirmação da destinação de uma emenda parlamentar no valor de R$ 450 mil pelo deputado estadual Alan Queiroz (PL). O recurso, solicitado pelos vereadores Davino Serrath e Elias Crispim, foi carimbado para custear as festividades do aniversário da cidade, incluindo o show da cantora Juliana Bonde e o Bonde do Forró.
A polêmica não reside apenas no valor vultoso, mas no contraste gritante entre o investimento em entretenimento passageiro e o abandono de setores vitais. Alan Queiroz, parlamentar experiente e com profundo conhecimento das carências do estado de Rondônia, é agora o centro de um debate sobre a ética na gestão de emendas parlamentares em pleno período pré-eleitoral.
O Abismo entre o Palco e a Realidade
Enquanto os preparativos para o show avançam, a realidade nas ruas de Guajará-Mirim conta uma história bem diferente:
- Infraestrutura em Colapso: Ruas tomadas por buracos e falta de saneamento básico são reclamações constantes que parecem não ter o mesmo peso nas decisões orçamentárias.
- Saúde no Limite: A falta de medicamentos e a precariedade no atendimento básico contrastam com a agilidade na liberação de quase meio milhão de reais para um evento cultural.
- Educação Desassistida: As carências nas escolas municipais seguem à espera de investimentos que poderiam ter sido priorizados.
"Fazer o Gosto" de Vereadores ou Atender o Povo?
A destinação do recurso, coordenada pela SEJUCEL (Superintendência da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer), é vista por críticos como uma manobra política para fortalecer alianças locais. Segundo informações do Portal da Transparência de Rondônia, o montante foi articulado especificamente para atender ao pedido dos dois vereadores mencionados, levantando a suspeita de que os interesses eleitorais superaram as necessidades reais da população mais carente.
Para muitos moradores, gastar centenas de milhares de reais em um show de poucas horas, cuja atração principal é conhecida por conteúdos de temática adulta, é um desrespeito com quem aguarda por asfalto, médico e dignidade.
O silêncio sobre os problemas estruturais, enquanto o "Bonde do Forró" é financiado com dinheiro público, deixa uma pergunta no ar: até quando a festa será usada como cortina de fumaça para a falta de compromisso com o desenvolvimento real de Guajará-Mirim?
Deseja que eu verifique se existe alguma investigação oficial do Ministério Público sobre o uso dessa emenda em Guajará-Mirim?
A capital da noticia
reporter Isaque Fernandes
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