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Segurança pública mais distante: população de Porto Velho enfrenta dificuldade para registrar boletim de ocorrência



Centralização dos atendimentos na Avenida Duque de Caxias obriga moradores dos bairros mais afastados a se deslocarem até o centro da cidade

A vida do cidadão porto-velhense não está fácil — e quando o assunto é segurança pública, a situação parece ter ficado ainda mais complicada. Quem precisar registrar um boletim de ocorrência, seja qual for o motivo, agora precisa se deslocar até praticamente o centro de , na Avenida Duque de Caxias.

Isso porque o registro de ocorrências foi centralizado em um único ponto da cidade. Nas unidades das UNISP espalhadas pelos bairros, o atendimento para boletim de ocorrência não está mais sendo realizado como antes. A mudança tem gerado preocupação, principalmente entre moradores das regiões mais afastadas e das áreas mais carentes da capital de .

Para quem mora “lá na ponta do bairro”, como muitos dizem, o desafio começa pelo transporte. Nem todo mundo tem carro ou moto. E, convenhamos, nem sempre há dinheiro sobrando para pagar passagem de ônibus ou aplicativo. Em muitos casos, a pessoa que já foi vítima de um crime ainda precisa enfrentar o custo e o desgaste do deslocamento até o centro para conseguir formalizar a ocorrência.

Se antes já era difícil, agora ficou ainda mais. A centralização pode até ter sido pensada para organizar o sistema, mas na prática tem pesado no bolso e na rotina da população. Principalmente daqueles que mais precisam da segurança pública e que dependem do serviço para garantir seus direitos.

O boletim de ocorrência é um documento essencial. Sem ele, muitas vítimas não conseguem dar andamento a processos, solicitar seguros ou até mesmo comprovar oficialmente que sofreram um crime. Quando o acesso a esse serviço fica mais distante, quem perde é o cidadão.

Moradores ouvidos pela reportagem afirmam que a mudança trouxe sensação de abandono. Para muitas famílias, especialmente pais e mães que já enfrentam uma rotina difícil de trabalho, a distância até o centro representa mais um obstáculo. Em situações como agressões, furtos ou casos envolvendo estudantes na saída da escola, a necessidade de registrar a ocorrência com rapidez é fundamental.

Diante desse cenário, cresce a cobrança para que o governo do estado apresente soluções que facilitem o acesso da população ao serviço. Seja com a descentralização novamente do atendimento, seja com a criação de alternativas que garantam que ninguém fique sem registrar sua ocorrência por falta de dinheiro ou transporte.

Afinal, segurança pública precisa estar perto de quem mais precisa — e não distante da realidade dos bairros.

O site A capital da Notícia continua trazendo tudo o que há de novidade no Brasil e no mundo através das reportagens de Isaque Fernandes.



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